January 2013
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“Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar”
“O amor não tem pressa”? “Ele pode esperar”?
Desculpe-me, Chico, mas desconheço o amor que pode esperar.
O amor, quando é pra valer, é sinfônico, urgente, latente.
Pede pela pele do outro. Pede pelo veludo da voz e pela maciez do sorriso. Pede pelo gozo, pelo gole partilhado na bebida, pela brincadeira noturna sob os lençóis e até mesmo pelo silêncio de depois. Pede por palavras escolhidas cuidadosamente que salientem o indizível.
O amor é valsa, baião de dois, salsa, molho, tempero, batucada, estrada.
Quem ama não espera! Muito menos em silêncio! Sofre e reclama quando o ser amado não está ao alcance das mãos.
Quando o amor acontece, ele é pra já, sim, senhor. Ele não cabe num fundo de armário, na posta-restante, num poema rabiscado ou num retrato rasgado.
Quem ama tem fome. Quem ama tem sede. Quem ama dá vexame, faz a fama e deita na cama.
Quem ama escreve cartas e às vezes nem envia.
Quem ama escreve cartas ridículas.
O amor que espera, desconheço. Quem sabe não se trata de um mero adereço da resignação? Pluma que enfeita fé de quem perdeu o bem amado? Pluma leve que, como a ilusão, pode ser lançada ao longe com um simples sopro de realidade e se perde no ar…
O amor não te remédio, nem nunca terá, não tem juízo, nem nunca terá, não tem medida, nem nunca terá… Mas não, Chico, ele não pode esperar”.
Texto escrito por Mônica Montone
- Escritora -
October 2012
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Liking who doesn’t like me.
My fate.
My destiny?
Why is never reciprocated?
I find myself facing two paths.
I feel confused in the darkness of indecision.
I declare or make prevail what is most precious?
Why do I want him?
Maybe because it is not right.
Maybe the torment that causes me.
I need a love that brings me peace.
The sweet love!
I need to get him out of my mind.
Before he flies to my heart.
I don’t wanna be in love.
Not now.
Janaina Costa
September 2012
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August 2012
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June 2012
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“Eu vi uma definição de ‘casal’ de Charlotte Rampling. Ela disse que o casal é um jardim e um jardineiro que sempre trocam de papéis. Senão, por que ficar com alguém? A pessoa mais chegada a nós é aquela que nos vê nos momentos em que perdemos o controle, aquela em quem nos apoiamos e aquela que sabe o que dizer. Ele faz a mesma coisa por mim quando estou em pânico, e eu tento fazer isso por ele. É nisso que acredito num relacionamento. É o que salva a minha vida, o que me deixa equilibrada hoje. Talvez esse seja o equilíbrio dos seres humanos”.
- Carla Bruni falando de seu casamento com Nicolas Sarkozy -

Quem não conhece o trabalho do poeta e escritor Fabrício Carpinejar está em tempo. Abro esta crônica com uma citação extraída da ótima entrevista que ele deu para a revista “Joyce Pascowitch”: “O início da paixão é estratosférico, as pessoas não param quietas exibindo tudo que podem fazer. Depois passam a confessar o que realmente querem. A paixão é mentir tudo o que você não é. O amor é começar a dizer a verdade”.
É mais ou menos isso. No começo, a sedução é despudorada, inclui, não diria mentiras, mas um esforço de conquista, uma demonstração quase acrobática de entusiasmo, necessidade de estar sempre junto, de transar dia sim, outro também. A paixão nos aparta da realidade, é um paralelo, é uma festa a dois em que , lógico, há sustos, brigas, desacordos, mas tudo na tentativa de se preparar para algo muito maior. O amor.
É ai que a cobra fuma. A paixão é para todos, o amor é para poucos.
A paixão é estágio, amor é profissionalização. Paixão é para ser sentida; o amor, além de ser sentido precisa ser pensado. Por isso, tem menos prestígio que a paixão, pois parece burocrático, um sentimento adulto demais, e quem quer deixar de ser adolescente?
A paixão não dura, só o amor pode ser eterno. Claro que alguns casais conseguem atingir o sublime - amarem-se apaixonadamente a vida inteira, sem distinção das duas “eras” sentimentais. Mas, para a maioria, chega o momento em que o êxtase dá lugar a uma relação mais calma, menos tórrida, quando as fantasias são substituídas pela realidade: afinal, o que se construiu durante aquele frenesi do início? Uma estrutura sólida ou um castelo de areia?
Quando a paixão e o sexo perdem a intensidade é que aparecem os outros pilares que sustentam a história - caso eles existam. O que alicerça de fato um relacionamento são as afinidades (não podem ser raras), as visões de mundo (não podem ser radicalmente opostas), a cumplicidade (o entendimento tem que ser quase telepático), a parceria (dois solitários não formam um casal), a alegria do compartilhamento (um não pode ser o inferno do outro), a admiração mútua (críticas não podem ser mais frequentes que elogios) e, principalmente, a amizade (sem boas conversas, não há futuro). Compatibilidade plena é delírio, não existe mas o amor requer ao menos uns 65% de consistência, senão o castelo vem abaixo.
O grande desafio dos casais é quando começa a migração do namoro para algo mais perene, que não precisa ser oficializado ou ter a obrigação de durar para sempre, mas que já não se permite ser frágil. Claro que todos querem se apaixonar, não há momento da vida mais vibrante. Mas que as “mentirinhas” sedutoras lá do começo tenham a sorte de evoluir até se transformarem em verdades inabaláveis.
_ Martha Medeiros _
Ooooohhh…
Where do we go who knows
But each day gets better
I just can let her go
(oooh, oh no)
Each kiss gets sweeter
I just can leave her no
I’ll write a song
I thought about it for far to long
But I Never had someone to sing about
Until I meet her and each days get better
Nobody knows
Nobody sees
Nobody else understands me like she
Now there I Know what true love means
I Just hope she stays with me
Where do we go who knows
But each day gets better
I just can let her go
(oooh, oh no)
Each kiss gets sweeter
I just can leave her no
She Wants to breathe
She wants to be where the grass is green
She wants to know how love supposed to be
She wants it better
I want just let her know
She belongs right here with me
She’s all that I make her see
I make her fall
Make her believe
I promised her that I never leave
And where do we go who knows
But each day gets better
I just can’t let her go
(oooh, oh no)
Each kiss gets sweeter
I just can leave her noo
Each kiss gets sweeter
I just can leave her no
I Just Had to write a song about her
Tell her I don’t wanna leave without her
Tell her that I would build my world around her
Deeper and deeper
Sweeter and sweeter
I’ll never leave her alone
And where do we go who knows
But each day gets better
I just can let her go
(oooh, oh no)
Each kiss gets sweeter
I just can leave her no
Each day gets better
I just can let her go
Each day kiss gets sweeter